Leto reclama de acusações de Calote à Marquise: 'Em 60 dias paguei o que não fizeram em 9 meses, R$ 1,5 mi'
2014/11/02 | 13h55min
O prefeito de Cabedelo, Leto Viana (PTN), reclamou das acusações de calote que vem sofrendo por conta do problema com a coleta do lixo na cidade, ocasionado pelo abandono das funções da empresa prestadora de serviço e destacou: “Em 60 dias consegui pagar 3 parcelas, R$ 1,5 milhão, não sou caloteiro”, diz.
Em entrevista ao programa Rádio Verdade da Arapuan FM nesta terça (11), Viana destacou que está com apenas 60 dias de gestão e já pagou o que ‘não pagaram’ em nove meses. Ele comentou anda que não há possibilidade da Prefeitura pagar a vista um débito de R$ 6 milhões e apontou os esforços para minimizar o problema para a população: “Fizemos um mutirão, houve sensibilidade dos empresários locais, não em relação a gestão, mas a cidade para diminuir a quantidade de lixo que a Marquise (empresa responsável pela limpeza), entendendo que não estava recebendo, parou”, diz.
Impossibilitado de contratar outra empresa, já que havia débito com a anterior e com o lixo se acumulando na cidade, o mutirão tirou 350 toneladas de lixo domiciliar em apenas dois dias, o dobro da Marquise.
Viana apontou ainda que não foi ele quem criou essa situação, mas ‘gestores do passado’. “Não vou olhar para o retrovisor, mas não vou deixar que a população fique prejudicada”, conta. Ele explicou que não vai fazer nada com intenção de prejudicar a Marquise, mas que assim que conseguir regularizar a situação da coleta do lixo, vai haver fiscalização. Além disso, ele reclamou que a empresa não quer ser ‘parceira’ do governo e não esperou o novo prefeito se organizar.
“Em 60 dias paguei o que não pagaram em nove meses. No período anterior a Luceninha (ex-prefeito), a Lei de Responsabilidade Fiscal não permitia deixar R$ 3 milhões em dívida sem dinheiro em caixa e foi deixado a responsabilidade é de Leto?”, questiona? Quanto ao fato de a empresa tentar parcelar a dívida da prefeitura em cima do ICMS, o gestor destacou que é ilegal e reclamou: “Passaram nove meses e ninguém cobrou, não pagou, não foi notificado e eu assumo, pago três parcelas e aí vão para a TV dizer que o prefeito de Cabedelo é caloteiro”, reclama.
A situação se agravou, de acordo com Viana, porque a prefeitura ficou ‘amarrada’ num contrato com aditivos excessivos, sem fiscalização e com uma inadimplência de R$ 6 milhões num lapso temporal de nove meses. “Era para os gestores terem apurado”, critica.
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